Por Francisco Galiza

Existem vários tipos de seguro de responsabilidade civil, já que esta questão está presente em toda a atividade humana. Dependendo de cada situação, atos involuntários podem causar prejuízos a pessoas e empresas. Encontramos no setor diversos exemplos de produtos, como os de riscos de um acidente de veículos (RC Facultativa de Veículos), de transportes de cargas (RC Transportes), de acidentes ambientais (RC Riscos Ambientais), dos riscos dos erros da profissão (RC Profissional), dos riscos dos executivos nas suas decisões (RC D&O) e dos prejuízos causados por empresas em seus estabelecimentos, como escolas e lojas (Seguro de Responsabilidade Civil Geral). É fácil perceber que esse é um mercado que abrange muitas áreas.

Em termos de faturamento, os dados de 2016 mostram também que este é um mercado dinâmico: o seguro de RC de Veículos movimentou um total de R$ 7 bilhões, o seguro de RC Geral quase R$ 900 milhões, o seguro de RC D&O R$ 400 milhões e o RC Profissional R$ 300 milhões. Um exemplo muito claro que mostra a relevância da contratação do seguro de responsabilidade civil é, no caso do RC Geral, uma escola que ofereça proteção para o fornecimento de alimentos ou bebidas estragados ou para o caso de acidentes nas atividades educacionais ou recreativas. Por exemplo, uma criança que se acidente ao cair de um brinquedo ou que coma um sanduíche na cantina e, depois, passe mal. Do ponto de vista do corretor, em números médios de mercado, o comissionamento desse tipo de produto fica em torno de 10% a 15%, um valor condizente com os valores de outros ramos de seguros.

Como compartilhei aqui no Conexão Liberty, no Brasil, o mercado de corretoras de seguros continua a ser prioritariamente composto por microempresas, com grande concentração no ramo automóvel (em média, 60% dos prêmios de cada companhia vêm desse segmento). Ao mesmo tempo, existe um interesse crescente no uso de tecnologia no dia a dia da corretora, tanto para simplificar as operações com as seguradoras, quanto no relacionamento com seus clientes. Aqui, a tecnologia é vista como um elemento positivo, sobretudo quando o relacionamento com o cliente já está estabelecido. Além disso, um ponto a destacar nesse perfil do corretor de seguros atual é a sua preocupação constante em buscar outras opções de negócios.

Considerando isso, vemos que os seguros de Responsabilidade Civil têm um grande potencial de crescimento e uma afinidade com esse novo perfil de corretoras, pois são novas opções de negócio e simplificados na comercialização. Nesse sentido, os corretores devem ficar atentos e explorar as oportunidades desse mercado.

 

*Francisco Galiza é sócio da empresa Rating de Seguros Consultoria (www.ratingdeseguros.com.br), mestre em Economia (FGV), membro da ANSP (Academia Nacional de Seguros e Previdência) e professor do MBA-Seguro e Resseguro (Funenseg).

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