Por Francisco Galiza

A crise econômica dos últimos anos não abalou o crescimento do seguro residencial. Os números deixam claro que o cenário desse produto no país é, e deve continuar, bastante favorável. Em 2017, ano passado, o seguro residencial no Brasil faturou R$ 2,7 bilhões. Há 10 anos, em 2007, esse valor era de R$ 0,8 bilhão. Ou seja, temos uma variação acumulada de 240%, quando, nesse período, a taxa de inflação foi de, no máximo, 100%.

No Brasil há aproximadamente 70 milhões de domicílios, segundo o PNAD, pesquisa realizada pelo IBGE. Desse total, a televisão está presente em 97% deles, a geladeira em 98%, a máquina de lavar roupa em 63%. Além disso, em 92% dos domicílios, pelo menos um morador tem telefone móvel celular, enquanto o telefone fixo convencional foi encontrado em apenas 34% do total – afinal, vivemos em um país conectado pelos celulares.

Mesmo com o sucesso do avanço do seguro residencial nos últimos anos, segundo estudo recente da Fenseg, menos de 15% das residências brasileiras estavam protegidas com um seguro residencial, enquanto, em países mais desenvolvidos, esse percentual já é de 80%. Podemos perguntar: Quem dera se, no futuro, se tivesse no Brasil um seguro residencial para cada celular, ou mesmo atingir os parâmetros de outros países, não é?

Do ponto de vista do consumidor, o seguro residencial não costuma passar de 0,5% do valor de reconstrução, com um prêmio médio de menos de R$ 150 ao ano, para apartamentos localizados nas grandes cidades. Aqui, estamos falando de um valor de R$ 10 a R$ 15 por mês. Ou seja, algo perfeitamente compatível.

Já do ponto de vista do corretor, podemos citar três recomendações. Primeiro, é importante explorar o canal dos corretores de imóveis e das imobiliárias, agentes econômicos que trabalham diretamente com o objeto segurável em questão. Segundo, é sempre bom lembrar que o corretor também pode oferecer seguros patrimoniais em uma venda cruzada. Uma oportunidade para aumentar a receita, além do incremento da fidelidade dos clientes. Por fim, a venda é uma questão de oferta, é importante oferecer o produto.

Sucesso!

*Francisco Galiza é sócio da empresa Rating de Seguros Consultoria, mestre em Economia (FGV), membro da ANSP (Academia Nacional de Seguros e Previdência) e professor do MBA-Seguro e Resseguro (Funenseg).

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