Por Francisco Galiza*

Ainda se está estudando os efeitos da pandemia na sociedade moderna. As referências nacionais e internacionais [1] [2] [3] com a análise de tal tema são inúmeras, com consequências econômicas, sociais, trabalhistas, comportamentais e até mesmo psicológicas. Nesse momento, não cabe aqui detalhar os diversos efeitos que isso poderá resultar. O texto seria muito longo. Então, iremos nos concentrar em apenas duas delas, com influência direta no mercado de seguros. Possivelmente, as mais óbvias e que todos nós já sabemos ou estamos sentindo.

Primeiro, o crescimento da tecnologia na sociedade. Tal fato chega a ser quase tão óbvio, que nem precisa ser dito. Esse movimento vale em vários sentidos. Vamos citar só um exemplo. Há um ano, quantas pessoas realmente sabiam o que eram o “zoom”, o “teams”, o “whereby” e mais outros programas que permitem reuniões à distância? Todos mudamos de uma hora para outra, nos adaptamos de uma forma quase que instantânea. Não havia outra opção. Ou era isso ou era nada; ou seja, a perda de renda e o desemprego. Quando houver a vacina para todos, quase que certo no ano que vem, a pandemia vai deixar os seus efeitos. Um deles será esse. As pessoas irão continuar esses mecanismos, de forma complementar. Eles podem até diminuir um pouco, mas continuarão, o hábito está estabelecido.

Mais diretamente ligado ao nosso negócio, outro ponto que irá crescer é o seguro de benefícios, com o aumento do interesse do consumidor em tal assunto. Isso já vem sendo inclusive registrado em pesquisas específicas que medem o comportamento do cliente e a sua experiência.[4] Na verdade, o crescimento do seguro, em termos de relativos a outros bens de consumo ou serviços, deve também acontecer. Mas, em benefícios, será mais óbvio. O consumidor irá se mostrar mais interessado em proteção, e a demanda por seguros em benefícios (seguro de vida, seguro saúde, previdência, etc) será maior.

Assim, cientes desses dois efeitos, é natural que as empresas do setor comecem a se posicionar estrategicamente. Aqui, eu falo sobretudo de seguradoras e corretoras, atuando de forma complementar. Nesse cenário, a chance de sucesso é elevada, com ganhos para todos. Para os profissionais que atuem na área e também para o consumidor, claro.

Muita saúde para todos!

*Francisco Galiza é sócio da empresa Rating de Seguros Consultoria (www.ratingdeseguros.com.br), mestre em Economia (FGV), membro da ANSP (Academia Nacional de Seguros e Previdência) e professor do MBA-Seguro e Resseguro (Funenseg).

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