Quem é a corretora de seguros?

68

Por Francisco Galiza*

Em 2013, a FENACOR criou o Estudo Socioeconômico das Empresas Corretoras de Seguros (ESECS-PJ). O seu objetivo principal foi apresentar uma versão atualizada de quem são e como atuam as corretoras de seguros no país. Um dos parâmetros de tal estudo é uma pesquisa, que, em geral, conta com a participação de aproximadamente duas mil destas empresas. Desde então, tal texto é refeito a cada dois anos, sendo as conclusões apresentadas no congresso brasileiro da categoria, que em 2019 ocorre em outubro na Bahia. [1] [2] [3] No início de mês de julho, o questionário de 2019 começou a ser enviado para as corretoras de seguros. [4]

Desde então, se aprendeu muito do que é essa categoria, como ela opera, quais são as suas expectativas e desafios. Por exemplo, abaixo, algumas dessas informações:

  • Em média, 65% da receita da carteira das corretoras de seguros pertencem a segurados pessoas físicas. De um modo geral, em corretoras de seguros maiores, esse percentual tende a diminuir um pouco.
  • O percentual médio de renovação de apólices por parte dos segurados supera a faixa de 90% em 70% das corretoras de seguros. Esse dado indica um elevado grau de satisfação e de fidelidade do segurado à sua corretora de confiança.
  • Do total, 75% das corretoras de seguros trabalham com até cinco seguradoras. Apenas 10% operam com oito ou mais seguradoras.
  • A liquidação mais rápida e o relacionamento pessoal são os fatos mais levados em conta pelas corretoras de seguros na escolha de uma seguradora para operar. Essa preferência independe do tamanho e da região geográfica.
  • O preço do seguro preocupa mais as corretoras de seguros de menor porte, enquanto o fator “solvência” é citado majoritariamente pelas maiores companhias.
  • Em média, 25% dos proprietários das corretoras de seguros têm, também, outro negócio além dos seguros, mostrando um bom nível de empreendedorismo. Ou seja, na medida do possível, esses profissionais tentam utilizar plenamente a sua clientela já existente para realização de outros negócios.
  • A opção por vender mais produtos para os seus clientes foi a estratégia mais recomendada para esse momento difícil da economia do País.
  • Como era esperado, o uso de tecnologia tem crescido muito no ambiente das corretoras de seguros.

Enfim, esse artigo é apenas uma amostra do que existe. Corretoras, não deixem de participar do estudo!

*Francisco Galiza é sócio da empresa Rating de Seguros Consultoria (www.ratingdeseguros.com.br), mestre em Economia (FGV), membro da ANSP (Academia Nacional de Seguros e Previdência) e professor do MBA-Seguro e Resseguro (Funenseg).

1 COMENTÁRIO

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor, escreva o seu comentário.
Por favor, insira o seu nome

O seu comentário será publicação após moderação.