O mercado de transportes tem um grande potencial para quem trabalha com seguros, e os números que envolvem esse setor são exemplo disso. Anualmente, a Confederação Nacional de Transportes (CNT) divulga o Anuário CNT de Transportes. Um trabalho bem interessante. De forma didática, o material divide a análise desse segmento em quatro partes, os setores rodoviário, ferroviário, aquaviário e aeroviário, representados nos dados a seguir.

Como referência, alguns números, extraídos do estudo citado. No segmento rodoviário, há no país 220 mil empresas transportadoras de carga, 724 mil transportadores autônomos e 435 cooperativas. Tudo isso circulando em uma malha rodoviária (federal, estadual e municipal) de 1,7 milhões de quilômetros, mas com pavimentação em apenas 12% delas. No segmento ferroviário, o volume anual transportado de carga (medido pelo indicador toneladas x km útil) é de mais de 350 bilhões. No transporte aquaviário, o Brasil movimenta anualmente, nos seus terminais e portos, mais de um bilhão de toneladas, entre embarques e desembarques. Por fim, no aeroviário, temos uma frota de 22 mil aeronaves, com quase um milhão de voos por ano. São números que sofreram por causa da pandemia, mas ainda assim são bem expressivos.

Apesar desse potencial elevado, em 2016, o seguro de transportes faturou R$ 3 bilhões, contra R$ 2,8 bilhões em 2015. Em 2020, o valor foi de R$ 3,6 bilhões. Um aumento de quase 30% em 5 anos. O avanço ocorreu, mas poderia ser mais acelerado. De qualquer maneira, o potencial é grande – principalmente quando o comparamos com a evolução recente de outras áreas do setor de seguros, como pessoas. Claro que a pandemia, mais uma vez, é um fator relevante para entender tal comportamento.

Outros fatos também podem ser mencionados como importantes nesse setor. Nos últimos anos, houve o aumento de crescimento no roubo de carga e da criminalidade. Houve melhoras, claro, mas o problema ainda existe. Esse aspecto ressalta a necessidade de um bom gerenciamento de riscos. Para isso, corretores e seguradora precisam trabalhar juntos em procurar uma carteira mais eficiente. Com a pandemia, houve também a necessidade de algumas empresas negociarem os seus seguros, para as novas condições de mercado. Outro aspecto a ressaltar é que o uso da tecnologia tem sido cada vez maior.

Enfim, um segmento dinâmico e, assim, o corretor tem que ficar atento para todas essas oportunidades!

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