Por Francisco Galiza*

O seguro de automóvel é um desafio hoje, no Brasil e no mundo. Existem fatores que inibem o consumo desse bem. A diminuição da mobilidade, a poluição, a cultura da população que mudou, com o incremento dos “uber e similares”, até o custo do bem em si. Sem falar, naturalmente, do momento de crise econômica que se vive. Todos esses aspectos são fatores limitadores para o clássico modelo que havia no passado para a pessoa comprar um veículo para uso próprio. Não é sem motivo que, nos últimos anos, a demanda por esse produto no país diminuiu.

Os gráficos 1 e 2, dados a seguir, segundo as estatísticas da SUSEP, mostram bem a situação. 

No gráfico 1, vemos o faturamento de prêmios desse ramo, que ficou basicamente estável nos últimos anos. Já o gráfico 2 mostra a perda de presença do ramo de seguros automóvel em relação ao ramo de seguro de pessoas nos últimos 10 anos. Por exemplo, em 2010, o faturamento de automóvel era 30% maior; hoje, é 30% menor. 

Com tudo isso, é natural que as seguradoras busquem oferecer produtos e serviços mais baratos e criativos. Parcelar os prêmios, ajustar as coberturas, oferecer vários tipos de serviços acessórios, utilização de peças de reposição compatíveis, etc. Enfim, são seguros sob medida, segundo a real necessidade do cliente. Tudo para convencer o consumidor da utilidade do consumo contratado. 

Assim, a iniciativa da Liberty em oferecer os produtos Aliro Pop é realmente positiva. A ideia aqui é oferecer produtos mais simplificados, e com até 25% mais baratos do que os seguros tradicionais. Realmente, uma boa iniciativa do setor. 

*Francisco Galiza é sócio da empresa Rating de Seguros Consultoria (www.ratingdeseguros.com.br), mestre em Economia (FGV), membro da ANSP (Academia Nacional de Seguros e Previdência) e professor do MBA-Seguro e Resseguro (Funenseg).

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