Por Francisco Galiza

Nos últimos anos, o faturamento anual do seguro de vida em grupo tem se mantido em uma faixa de R$ 11 bilhões a R$ 12 bilhões. Tirando os produtos do tipo VGBL, é o ramo com maior participação no segmento de pessoas. Esse seguro é a solução  para a empresa que deseja oferecer um plano que garante o apoio financeiro à família dos colaboradores no caso de uma fatalidade. Ou seja, é um benefício adicional para os funcionários.

Tradicionalmente, esse seguro vem em duas formas de pagamento. Se a empresa contrata um plano “não contributário”, o trabalhador não precisa gastar nada. Agora, se o plano for “contributário”, o empregado ajuda a pagar uma parte do seguro,  valor que, geralmente, é descontado da folha de pagamento. Em ambos os formatos, essa é uma política importante e usual para atrair e reter funcionários.

Segundo pesquisa recente realizada pela empresa de consultoria Aon, com mais de 400 empresas de diversos tipos, os dez principais benefícios oferecidos pelas companhias são, nessa ordem de importância: assistência médica, seguro de vida, assistência odontológica, vale refeição, estacionamento, vale alimentação, telefone celular, refeitório, empréstimo e previdência complementar. Como se vê, o seguro de vida é o segundo benefício mais oferecido, com 90 a 95% das empresas utilizando dessa estratégia.

Mas não pense que esse benefício é exclusividade de grandes organizações. Os produtos de vida empresarial da Liberty Seguros Vida Global e Vida Pequena Empresa, por exemplo, podem ser contratados até por empresas com menos de 10 funcionários. Isso porque o potencial de crescimento do seguro de Vida em Grupo também está nas pequenas e médias empresas.

Existem diversas definições no país para qualificar uma empresa pelo tamanho. Na maior parte dos casos, se leva em conta, por exemplo, o faturamento, o tipo de companhia e a quantidade de funcionários. Por exemplo, apenas como ilustração, segundo o SEBRAE, na área de prestação de serviços, uma microempresa tem até 9 empregados; já uma pequena empresa tem de 10 a 40 funcionários. Segundo essas fontes, existem atualmente 6 milhões de micro e pequenas empresas desse tamanho no país, representando 27% do PIB.

No Brasil, existem atualmente cerca de 500 mil pequenas e médias empresas, gerando um total de 15 milhões de empregos (10 milhões nas pequenas e 5 milhões nas médias). Além disso, há 100 mil grandes empresas, gerando mais uns 5 milhões de empregos (consideramos 500 funcionários por empresa). Embora estejamos falando em ordens de grandezas, e não em números exatamente precisos, podemos dizer que as pequenas, médias e grandes empresas no país geram aproximadamente 20 milhões de empregos.

Considerando um prêmio médio de seguro de vida em grupo de R$ 300 por ano (R$ 25 por mês), teremos um faturamento potencial de R$ 60 bilhões, quando aplicado aos 20 milhões de funcionários. Ou seja, basta fazer algumas contas para entender que o segmento ainda tem um bom potencial para crescer.

*Francisco Galiza é sócio da empresa Rating de Seguros Consultoria (www.ratingdeseguros.com.br), mestre em Economia (FGV), membro da ANSP (Academia Nacional de Seguros e Previdência) e professor do MBA-Seguro e Resseguro (Funenseg).

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