Por Francisco Galiza

No mês de outubro, a FENACOR lançou no Congresso Brasileiro dos Corretores de Seguros o 3º ESECS-PJ (Estudo Socioeconômico das Empresas Corretoras de Seguros – Pessoa Jurídica), que avalia o perfil dessas empresas há dois anos. O estudo é baseado em uma pesquisa com mais de duas mil empresas em todo o Brasil. Nessa edição em particular, deu-se ênfase à relação da corretora de seguros com a tecnologia.

As conclusões do estudo são diversas. Assim, escolhi quatro pontos principais a destacar:

  • O mercado de corretoras de seguros no Brasil continua a ser prioritariamente composto por microempresas, com concentração no ramo automóvel (em média, 60% dos prêmios de cada companhia vêm desse segmento).
  • Aproximadamente 85% das corretoras de seguros já utilizam de forma assídua as redes sociais (Facebook, WhatsApp) na comunicação com seus clientes, percentual quase no mesmo nível do telefone, que continua a ser o meio de comunicação mais comum. Como comparação, há dois anos, a utilização do facebook estava em 55%. Um fato interessante é que esse comportamento independe do porte das corretoras.
  • Como esperado, poucas corretoras veem a tecnologia como um elemento prejudicial na vida das empresas, nos diversos tópicos avaliados. Dentre os aspectos mais positivos, o relacionamento com o cliente se destaca. Ou seja, fica claro que a tecnologia é vista como um elemento estratégico precioso, que não pode ser desperdiçada para melhorar o atendimento ao segurado. Um fato a observar é que, para as corretoras de seguros, essa tecnologia é mais útil quando o relacionamento já está estabelecido previamente com os clientes.
  • Segundo a opinião das empresas entrevistadas, não existe dúvida sobre a afirmação de que os corretores são vistos como indispensáveis na venda de seguro. Ao todo, 94% das respostas concordam com essa informação. Essa foi a pergunta com maior percentual de concordância, sendo um ponto muito importante para a profissão.

Os resultados do estudo mostram que estamos caminhando para um futuro bastante positivo. Com a ajuda de tecnologias, o trabalho dos corretores tem um grande potencial de melhora, e se torna ainda mais importante no mercado de seguros.

*Francisco Galiza é sócio da empresa Rating de Seguros Consultoria (www.ratingdeseguros.com.br), mestre em Economia (FGV), membro da ANSP (Academia Nacional de Seguros e Previdência) e professor do MBA-Seguro e Resseguro (Funenseg).

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