Por Francisco Galiza

Como esse é o último artigo do ano, considero essencial fazer uma análise do comportamento do mercado nesse período. Principalmente porque em 2015 e 2016, os índices econômicos do país foram bem ruins, fato já citado e comentado exaustivamente em diversas referências. Em 2017, finalmente, registramos melhora em diversos indicadores! Dentre eles, citamos:

  • A queda nas taxas de inflação, com as previsões atuais sinalizando um IPCA próximo a 3% para 2017, abaixo da meta desse ano. Esse número tem caído de forma sistemática e constante ao longo dos últimos meses. Em um efeito estritamente correlacionado, isso levou também a uma queda na taxa de juros, agora em 7,5% ao ano.
  • A confiança de diversos setores – indústria e comércio, por exemplo – também cresceu nos últimos meses. Nesse momento a confiança da indústria é a maior desde 2014.
  • Em dados acumulados de 2017, quando comparados ao mesmo período do ano anterior, a produção e o licenciamento de veículos no país já crescem, respectivamente, a taxas de 27% e 7% ao ano.
  • Mesmo o desemprego no país, um grande problema econômico e social, já mostra sinais de queda, embora ainda esteja em um patamar elevado quando comparado aos valores dos últimos anos.
  • As taxas de previsão de crescimento econômico para 2017 também têm sinalizando um avanço positivo, já se aproximando de 1% para esse ano. Para o ano que vem, as estimativas são mais favoráveis.
  • O Índice de Confiança do Setor de Seguros (ICSS) está se situando no patamar de 120 pontos. Ou seja, uma visão otimista, no maior patamar desde 2015. Esse é um sinal claro de que podemos esperar um ano melhor em 2018.

Todos esses fatos estão beneficiando o mercado de seguros, em diversos ramos, como automóvel, pessoas e saúde — produtos diretamente relacionados ao bem-estar da economia. Embora esse ano seja caracterizado pelo crescimento mais acentuado no segmento de pessoas, outros ramos já mostram também reação. Por exemplo, o faturamento do seguro de automóvel (sem o DPVAT) já cresce a uma taxa de 6 a 7% ao ano, superando com folga a taxa de inflação de 3% esperada para 2017.

Apesar de todos esses pontos positivos, não podemos esquecer a necessidade de reformas no país, condição básica para a continuidade desse cenário nos médio e longo prazos. Mas, de qualquer maneira, não podemos negar que há nesse momento muito mais otimismo na economia, quando comparado ao retrato de 2016. Que 2018 supere as previsões e traga muitas oportunidades para todos!

*Francisco Galiza é sócio da empresa Rating de Seguros Consultoria (www.ratingdeseguros.com.br), mestre em Economia (FGV), membro da ANSP (Academia Nacional de Seguros e Previdência) e professor do MBA-Seguro e Resseguro (Funenseg).

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