Novas opções de Seguro de Auto

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Por Francisco Galiza*

No final do ano passado, a CNseg divulgou o texto “Propostas do Setor Segurador Brasileiro, 2019-2022”, encaminhado a todos os então candidatos a presidente da república. Nele, há um tópico específico falando sobre seguro Auto-Popular. Citando o material: “O Brasil reúne hoje uma frota de 60 milhões de veículos, dos quais 30% estão segurados. Para atrair os donos de automóveis com mais de cinco anos de uso, o Conselho Nacional de Seguros Privados (CNSP) homologou em 2016 o Seguro Auto-Popular.” Dentre as medidas tomadas para favorecer tal segmento, o texto citava a lei de 2014 que regulamentava o desmanche de veículos no país, permitindo a base de veículos seguráveis.

Outro capítulo importante do texto da CNseg é uma crítica direta à Proteção Veicular, que se faz passar por seguro. Como também citado do texto: “a crise econômica e o cenário recessivo dos últimos anos fizeram proliferar um mercado marginal chamado de proteção veicular. Controlada por associações e cooperativas, essa atividade cresce à sombra do Estado, sem regulamentação ou fiscalização de espécie alguma. E pior: oferece a falsa garantia de proteção para carros, motos e caminhões, sugerindo que se trata de um seguro mais barato. Muitos associados só percebem o engano quando não conseguem receber o pagamento de indenizações em caso de acidente, furto ou roubo do veículo. Perdem o patrimônio e as economias de uma vida. Proteção veicular é tudo menos seguro.”

Ou seja, existe a preocupação real no país de como aumentar o volume de automóveis segurados. O número 30% é baixo. Mas, por outro lado, existem regras a serem cumpridas. Nessa linha, todo empreendimento das seguradoras em oferecer novos produtos no ramo automóvel é extremamente válido, benéfico para os consumidores e corretores. O mercado precisa de novas opções de produtos, mas com a regulamentação e segurança necessárias para o consumidor.

Nesse cenário, esse é o caso da marca “Aliro Seguro”, do grupo Liberty Seguros, que visa oferecer seguros mais simplificados, mais acessíveis ao momento econômico que vivemos, ainda de dificuldades e de transição. Conceitualmente, essa é uma estratégia correta.

Sucesso a todos!

*Francisco Galiza é sócio da empresa Rating de Seguros Consultoria (www.ratingdeseguros.com.br), mestre em Economia (FGV), membro da ANSP (Academia Nacional de Seguros e Previdência) e professor do MBA-Seguro e Resseguro (Funenseg).

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