Por Francisco Galiza*

No mês de setembro, a Escola Nacional de Seguros lançou o “3º Estudo Mulher e o Mercado de Seguros” [1]. A primeira edição, concluída em 2013, teve boa receptividade, pelo pioneirismo na análise da condição feminina no setor de seguros no Brasil. Em virtude dessa acolhida favorável, o segundo estudo foi concluído em 2016, permitindo oferecer um caráter de continuidade de tal projeto. Naquela ocasião, parte do material foi atualizada em relação ao estudo anterior, assim como houve a criação de outros tópicos a serem avaliados. Com a repetição de alguns indicadores, foi possível avaliar a evolução nos números do setor.

A seguir, algumas conclusões do texto:

  • As mulheres representam 55% de todos os funcionários de seguradoras. De certa maneira, tal proporção vem se mantendo.
  • Dos 100 funcionários de uma seguradora, de 3 a 4% são executivos e 10% são gerentes.
  • Em 2018, existia uma mulher executiva para cada três homens. Em 2012, essa relação era de uma para quatro.
  • Outro número interessante mostra que, em 2015, menos de 30% das seguradoras tinham políticas para promover a igualdade de oportunidades para homens e mulheres. Agora, esse número passou para quase 45%. Ou seja, tem havido melhora e há reconhecimento disso, embora, segundo as queixas das mulheres, elas ainda sejam lentas.
  • No estudo, foram entrevistadas centenas de mulheres profissionais de sucesso do segmento, buscando assim avaliar as opiniões, sugestões e comentários para melhorar a inserção feminina na sociedade. É um capítulo bastante interessante.
  • Há otimismo com o setor de seguros e com a condição feminina. Em números redondos, 60% das mulheres acharam que a situação está melhor ou muito melhor do que há três anos, em termos de oportunidades e participação feminina no mercado de seguros. Porém, 35% delas acham que a situação está igual. Apenas 5% das entrevistadas acham que está pior.

Nessa linha também, de prestigiar a condição feminina, não podemos deixar de destacar o projeto “Mulheres Seguras” [2], da Liberty. Ele foi criado especialmente para mulheres que decidiram encarar o desafio de começar o próprio negócio. Como o texto do projeto fala: “Ter coragem de seguir sua paixão é só́ o começo da história de uma mulher empreendedora. ”

Duas dicas interessantes para acompanhar, para homens e mulheres!

*Francisco Galiza é sócio da empresa Rating de Seguros Consultoria (www.ratingdeseguros.com.br), mestre em Economia (FGV), membro da ANSP (Academia Nacional de Seguros e Previdência) e professor do MBA-Seguro e Resseguro (Funenseg).

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