Por Francisco Galiza*

As empresas de festas e eventos têm uma importância considerável no mercado brasileiro. Tendo como base apenas as que fazem parte de uma das principais associações de referências do setor, a Associação Brasileira de Empresas de Eventos (ABEOC), fundada em 1977, já podemos contabilizar mais de 500 empresas em 12 estados brasileiros. Isso sem levar em conta profissionais autônomos, que são muitos, e empresas não-associadas.

As oportunidades que esse setor oferece são muitas, e isso pode ser observado em alguns dados levantados pela Associação Brasileira de Eventos Sociais (ABRAFESTA). O órgão foi fundado em 2009, e tem, entre seus objetivos, congregar as empresas e profissionais do segmento de casamentos e eventos sociais objetivando o fortalecimento de todos pela união em busca de melhorar a qualidade dos serviços prestados, e principalmente o crescimento dessa atividade, sempre visando a garantia e segurança da prestação de serviços aos contratantes.”.

Em 2015, a ABRAFESTA divulgou um estudo com estimativas sobre esse mercado. Abaixo, alguns números:

  • Em 2014, o faturamento desse segmento foi de R$ 16,8 bilhões. Existem três segmentos de mercado bem delineados: casamentos, debutantes e formaturas.
  • Atualmente, já ocorrem mais de um milhão de casamentos por ano no Brasil. Com mais renda e maior acesso a serviços, as regiões Sudeste e Sul têm a maior taxa de casamento formal. Nesse caso, 70% são do tipo civil e religioso, e 30% em uniões consensuais.
  • As festas de debutantes de 15 anos são comuns entre as meninas. É um mercado com potencial de dois milhões de pessoas ao ano. No Brasil, cerca de 1,8 milhão de meninas fizeram 15 anos em 2015. Dessas, 16% pertencem às classes A e B.
  • O número de universitários cresceu fortemente nos últimos anos no país, ampliando a demanda por festas de formatura. Ao todo, são quase 7 milhões de pessoas no Brasil. Desses, 785 mil estão na Região Metropolitana de São Paulo. E aqui nem estamos considerando as festas que ocorrem na conclusão do nível médio, hoje também cada vez mais comuns. Ou seja, o número ainda pode aumentar.

Como se vê, os valores são expressivos. E, nesse caso, para uma gama elevada de prestadoras de serviços, os riscos de cumprimento ou não dos contratos naturalmente existem. Desde os causados por eventos meteorológicos até inadimplência, ou falência de empresas. Mais de mil empresas pediram falência no primeiro semestre de 2016, um aumento de 62% em relação ao mesmo período em 2015, segundo a Serasa Experian.

Diante desse cenário de recuperação de crise, o corretor de seguros deve ficar atento para explorar esse segmento e montar uma estratégia de negócios, seja entrando em contato com um local específico onde tais eventos são realizados (clubes, por exemplo), com cada empresa de eventos, ou com os próprios contratantes, que podem evitar prejuízos com um seguro como o Liberty Festas. Enfim,  oportunidades não faltam!

*Francisco Galiza é sócio da empresa Rating de Seguros Consultoria (www.ratingdeseguros.com.br), mestre em Economia (FGV), membro da ANSP (Academia Nacional de Seguros e Previdência) e professor do MBA-Seguro e Resseguro (Funenseg).

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