Por Francisco Galiza*

Em termos numéricos, o setor de seguros (sem saúde e sem os produtos de acumulação), de 2018 para 2019, cresceu 7%. Para 2020, a previsão é de queda nesse valor, mas ainda em valores positivos, com a recuperação após o período crítico da pandemia. A tabela a seguir mostra essa a receita separada por setores, nos últimos 3 anos. Os dados estão em R$ bilhões.

Esse 2020 ficará marcado em todos nós, em nossas memórias, afetivas e intelectuais, como um ano difícil, extremamente difícil. Para muitos, a meta verdadeira foi simplesmente sobreviver – tanto em termos pessoais, como empresariais. A pandemia mudou a nossa forma de agir e pensar. Mesmo com a vacina, uma realidade cada vez mais próxima para os próximos meses, as sequelas devem ficar, em termos econômicos, comportamentais, trabalhistas, sociais, psicológicos, etc. Nessa linha, existem inúmeros estudos teóricos com previsões e análises com previsões e estimativas.

A economia brasileira sofreu, como em todos os países. No início, se esperava o pior. Ao final, devemos terminar o exercício com uma queda de uns 4% no PIB. Para 2021, a previsão atual é de recuperação, já com valores positivos. O número atual é uma recuperação de 3% a 4%. No mercado de seguros, o raciocínio é análogo. No início – como era esperado -, os ajustes foram elevados. A adaptação teve que ser extremamente rápida. Mas, ao final, o setor conseguiu se equilibrar de forma brilhante. O consumidor continuou a ser muito bem atendido.

Agora, é esperar por 2021 e tudo leva a crer que os números econômicos serão bem melhores. Muita saúde e feliz ano novo!

*Francisco Galiza é sócio da empresa Rating de Seguros Consultoria (www.ratingdeseguros.com.br), mestre em Economia (FGV), membro da ANSP (Academia Nacional de Seguros e Previdência) e professor do MBA-Seguro e Resseguro (Funenseg).

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