Por Francisco Galiza*

A época está bem propícia para previsões, já que a incerteza é elevada. Em várias áreas econômicas, publicações estão saindo para tentar entender o que pode acontecer nos próximos anos. O mercado segurador não é exceção. Nessa linha, a empresa de consultoria McKinsey divulgou recentemente o texto “Insurance productivity 2030: Reimagining the insurer for the future”, especulando como será o mercado de seguros em 2030. Ou seja, daqui a 10 anos.

Se pudéssemos resumir o conceito do estudo – até pelo próprio, em uma tradução livre, “Produtividade do seguro 2030: Reinventando a seguradora para o futuro” -, as seguradoras precisarão constantemente buscar uma melhora da sua produtividade, pela contenção de despesas e pelo investimento no digital.

Especificamente, a análise pode ser separada em cinco tópicos, segundo os processos existentes:

  • A ideia é que haja duas mudanças principais. Primeiro, a simplificação de produtos, para melhorar a satisfação do cliente e aumentar a produtividade. Um segundo ponto é a diminuição no portfólio, já que a especialização irá promover uma diminuição das despesas operacionais.
  • Distribuição dos produtos. Utilização de vários canais, de forma complementar. A venda consultiva estará fortemente apoiada por tecnologia.
  • Precificação. Automatização de muitos processos na definição das taxas, pelo uso de inteligência artificial. Somente em grandes riscos ou em seguros bem específicos, isso não irá acontecer. Os computadores é que definirão os preços.
  • Emissão. A maioria dos processos será de forma eletrônica ou por autoatendimento digital. Caso o cliente queira obter as informações em papel, haverá taxas para isso. Ou seja, muitas tarefas serão automatizadas.
  • Em muitos casos, haverá a utilização de inteligência artificial na liquidação, como avaliação de fraudes. Os seres humanos serão usados em indenizações mais complicadas ou em algumas situações para mostrar empatia com os clientes

Enfim, muita coisa pode mudar nesses dez anos. Quem poderia prever essa pandemia, por exemplo? De qualquer maneira, é interessante observar o que se está imaginando para o futuro. Muita saúde para todos!

*Francisco Galiza é sócio da empresa Rating de Seguros Consultoria (www.ratingdeseguros.com.br), mestre em Economia (FGV), membro da ANSP (Academia Nacional de Seguros e Previdência) e professor do MBA-Seguro e Resseguro (Funenseg).

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