A longevidade no Brasil está aumentando. De 1980 até hoje, as pessoas passaram a viver, em média, 12,4 anos a mais. Segundo o IBGE, essa mudança é causada pelo aumento de renda da população, que fez com que mais pessoas tenham acesso a recursos básicos de higiene, saúde e alimentação. Hoje, a expectativa de vida no Brasil já é de 74,9 anos. Mas que consequências essa mudança na sociedade tem para o mercado de seguros?

Por enquanto, a proporção de idosos não é alta: eles representam apenas 12% da população. Mas esse índice está crescendo – em 2030, eles serão 30% dos brasileiros, o mesmo que o Japão tem hoje. É um dos processos de envelhecimento mais rápidos da história mundial.

E este aumento na longevidade mexe com a economia como um todo, pois, com ele, os brasileiros vão receber benefícios do governo por períodos mais longos de tempo, enquanto o número dos que contribuem com o sistema vai diminuir. Por causa disso, a tendência é que, no futuro, o período de contribuição previdenciária aumente, por exemplo.

Por isso, quem trabalha com seguros deve pensar de forma estratégica sobre como atender a parcela idosa da população, que tem necessidades e exigências específicas. Isso vai desde o atendimento do corretor, que deve se preparar para fazer um atendimento personalizado, conhecendo os interesses desse público e os tipos de produto pelos quais ele se interessa. Nesse sentido, a Superintendência de Seguros Privados (SUSEP) já está pensando em soluções que beneficiem essa população, como a criação de produtos específicos para idosos.

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