Por Francisco Galiza*

O mercado de seguros de riscos empresariais faturou aproximadamente R$ 2,1 bilhões em 2017, praticamente o mesmo valor do que em 2016. Nesse caso, a estagnação foi uma conseqüência direta da crise econômica. Para 2018, as coisas já estão mais satisfatórias, e a estimativa atual é de um crescimento de 10% no volume de prêmios.

De um modo geral, as apólices dos seguros empresariais são bastante detalhadas, abordando aspectos específicos de cada realidade de negócios, mas, de uma forma simplificada, podemos dizer que há dois grupos de coberturas mais comuns. Primeiro, contra prejuízos ou danos causados aos bens ou ao negócio da companhia. Por exemplo, quebra de máquinas, roubos, etc. As coberturas podem ir até onde a empresa possa voltar a operar normalmente, como despesas com aluguel ou recomposição de documentos. Um segundo grupo envolve as coberturas de responsabilidade civil da empresa ou de funcionários, no caso de dano ou prejuízo (causado involuntariamente e acidentalmente) a terceiros ou aos seus bens.

Conforme estatísticas divulgadas recentemente pelo SINCOR-SP, em média apenas 25% das empresas contratam seguro de incêndio, contrariando legislação em vigor. Só isso já abre uma boa oportunidade imensa para o setor. Segundo o mesmo texto, a não contratação desse seguro pode ser por vários motivos: desconhecimento da lei, a falta da cultura ou até mesmo por falha dos corretores que não divulgam e ofertam esse tipo de produto. De qualquer maneira, a oportunidade está lá.

Hoje, talvez o maior desafio desse segmento venha da volta do crescimento econômico, já que muitas empresas ainda passam por reais dificuldades. Só para lembrar, em 2014, uma variação positiva da economia brasileira de apenas 0,5%. Em 2015 e 2016, houve queda de 3,5% do PIB em dois anos seguidos. Somente em 2017 houve uma primeira reversão, com um crescimento de 1%. Para 2018, a previsão atual é de um crescimento de 1,5%, com um otimismo moderado, sem falar que ainda temos uma eleição daqui a dois meses, com incerteza política. Todos nós sabemos que não foi fácil.

De qualquer maneira, o otimismo existe. A venda do seguro empresarial é muito uma questão de oferta e, como ressaltado acima, existem muitas empresas ainda sem seguro. O corretor de seguros precisa ficar constantemente atento, e sempre esclarecer cada segurado sobre a necessidade da contratação de tal produto. Lembrar também que, se ocorrer um sinistro, as coisas podem ficar bem piores. E, nesse caso, o seguro é o meio mais barato para garantir a reposição do patrimônio e voltar de novo aos negócios.

Sucesso nas vendas!

 

*Francisco Galiza é sócio da empresa Rating de Seguros Consultoria
(www.ratingdeseguros.com.br), mestre em Economia (FGV), membro da ANSP
(Academia Nacional de Seguros e Previdência) e professor do MBA-Seguro e
Resseguro (Funenseg).

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