Por Francisco Galiza*

No Brasil, existem aproximadamente, 70 milhões de residências. Dessas, um número a destacar, é que mais de 80% já têm conexão de internet. Em termos de seguros, entretanto, o número de residências seguradas é ainda baixo, com aproximadamente 15% do total das unidades comprando esse produto, em uma assimetria nos números. Por exemplo, nas regiões Sul e Sudeste, o número consegue ser um pouco maior, chegando a quase 20%.

Em termos de faturamento desse ramo, a receita do seguro residencial em 2020 foi de R$ 3,35 bilhões. Em 2019, R$ 3,17 bilhões. Uma variação de 6%, apesar do momento crítico vivido. Para 2021, a projeção atual é de um crescimento de quase 15%. Ainda há um bom espaço para crescer.

Existem diversos estudos que avaliaram (e continuam a avaliar) como vai ficar o mercado de seguros nessa nova configuração econômica e social. Por exemplo, seguros deverão ser vistos mais do que simplesmente o pagamento de sinistros. Outros pontos devem ser também agregados, como serviços médicos, além de excelência no atendimento on-line. O seguro passou também a ser considerado um bem mais importante, com o aumento de interesse do consumidor por tal produto.

Existe uma tendência de que haja uma menor demanda a alocações empresarias, os escritórios devem ficar menores. Com isso, certamente, os preços dos aluguéis comerciais também sofrerão, crescendo a taxas menores. Os residenciais talvez subam mais, em termos relativos.

No mercado de seguros, as pessoas passarão mais tempo em casa e, assim, elas irão querer ter mais conforto e mais infraestrutura. Em consequência, haverá um maior risco de desgaste dos bens, o que fará com que o seguro residencial tenha um incremento. Por outro lado, haverá diminuição na taxa de crescimento dos seguros empresariais, pois os escritórios serão menores, com menos pessoas. Tudo em termos comparativos, claro. Ou seja, os seguros empresariais podem crescer, mas a tendência é que cresçam em menor intensidade.

Enfim, são movimentos e tendências que o corretor de seguros precisa ficar atento, prestando assim um atendimento mais eficiente para o seu cliente.

*Francisco Galiza é sócio da empresa Rating de Seguros Consultoria (www.ratingdeseguros.com.br), mestre em Economia (FGV), membro da ANSP (Academia Nacional de Seguros e Previdência) e professor do MBA-Seguro e Resseguro (Funenseg).

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