Por Francisco Galiza*

Há 28 anos, a Febraban divulga o estudo “Pesquisa FEBRABAN de Tecnologia Bancária”. É um estudo bastante lido e tradicional, com dados obtidos a partir de uma pesquisa com as principais instituições financeiras do país.

Abaixo, algumas conclusões, com os dados de 2019.

  • 22 bancos responderam ao questionário, representando 90% dos ativos da indústria bancária no País. Ou seja, a pesquisa é bastante significativa.
  • A indústria bancária segue como o maior investidor privado em tecnologia no Brasil.
  • As transações bancárias cresceram 11% em 2019 em relação ao ano anterior. Na média, o cliente do Mobile Banking acessa o seu banco 23 vezes ao mês.
  • Em 2019, os bancos aumentaram em 48% os investimentos em tecnologia, puxados tanto por software, como por hardware. Os dispêndios totais cresceram 24%.
  • As operações pelo Mobile Banking tiveram um aumento 19% no mesmo período, puxado pelo incremento de 41% nas transações com movimentação financeira.
  • Os clientes heavy users – que representam 51% dos clientes neste canal – acessam o seu Banco em uma média mensal de 40 vezes.
  • As transações bancárias nos canais tradicionais (agências, PABs, ATMs e contact centers) mantiveram seu volume, mas caíram em participação total. As transações rotineiras de consulta e pagamentos antes realizadas nos ATMs migraram para outros canais.
  • Novas fronteiras tecnológicas, como a inteligência artificial, são exploradas pelas instituições financeiras, com foco na conveniência para o cliente e na oferta de novos modelos de atendimento.
  • Em 2019, 63% das transações bancárias eram por internet. Em 2014, esse número era de 46%. Em transações não financeiras, o número de 2019 era de 86%.
  • O número de contas ativas com Mobile Banking cresceu 34% em 2019; e as pessoas jurídicas também aderem ao canal na mesma proporção.
  • No texto da Febraban, existem muito mais dados. Aqui, é somente uma amostra de informações. Não é difícil imaginar que, com a pandemia, os números de 2020 vão crescer ainda mais.

E o que esses números do setor bancário interessam ao setor de seguros? Interessa muito!! Muitas vezes, o cliente do setor bancário é também o mesmo cliente que compra seguros. Então, essas informações devem ser levadas em conta na estratégia das empresas que operam em nosso setor.

Enfim, fica então a importante recomendação de leitura, sobretudo para os profissionais de TI e de marketing que trabalham na área de seguros – corretoras, seguradoras, etc.

Muita saúde para todos!

*Francisco Galiza é sócio da empresa Rating de Seguros Consultoria (www.ratingdeseguros.com.br), mestre em Economia (FGV), membro da ANSP (Academia Nacional de Seguros e Previdência) e professor do MBA-Seguro e Resseguro (Funenseg).

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor, escreva o seu comentário.
Por favor, insira o seu nome

O seu comentário será publicação após moderação.