Por Francisco Galiza

Como mostrei no meu último artigo, o ano de 2017 fechou com números econômicos bem mais favoráveis no Brasil. Com crescimento estimado em 1%, o ano teve taxas de inflação comportadas, índice de confiança de diversos agentes com o viés otimista, desemprego em trajetória de leve queda. Os fatores não faltam.

E agora, o que podemos dizer de 2018? Alguns números já podem ser previstos. Segundo as estimativas econômicas atuais, as previsões são de um crescimento do PIB de 2,5% a 3%, com uma inflação de 4%. São valores excelentes. Nesse momento, o maior risco é a instabilidade política para o país, já que teremos um ano eleitoral pela frente e, dependendo do caso, isso pode contaminar a realidade econômica.

Quanto ao mercado de seguros, as informações ainda não são muitas para fazer previsões mais precisas, já que os dados de 2017 só devem fechar só no final de fevereiro. De qualquer maneira, podemos nos arriscar um pouco e especular alguns números para 2018. De 2014 para 2015, o setor de seguros (sem considerar os ramos VGBL e Saúde) cresceu 5%, um pouco acima da inflação. Estávamos no início da crise. De 2015 para 2016 a variação foi de 2%, no auge da crise, quando o setor de seguros teve queda real de receita. No ano passado (de 2016 para 2017), teremos um crescimento de aproximadamente 8% ao ano. E olha que, nesse caso, ainda estamos considerando a queda dos prêmios DPVAT, inserida nessa conta. Se descontarmos esse ramo, nos dados de 2016 e 2017, o número sobe para cerca 10%, contra uma inflação de 3%. Ou seja, números animadores.

Em 2018, teremos de novo a queda do DPVAT, conforme ajuste negativo determinado pelo Governo Federal em dezembro último. Mesmo considerando esse fato, e caso se concretize essa variação do PIB estimada para 2018, alcançaremos um crescimento do mercado de seguros de dois dígitos. Isto é, quase voltaremos ao período pré-crise. Vamos ter motivos para comemorar.

Nesses últimos anos, um destaque do setor de seguros foi o segmento de pessoas. De 2014 para 2015, o crescimento desse ramo foi de 7%; de 2015 para 2016, 4%; de 2016 para 2017, uns 11%. É só comparar com os dados citados acima para ver que esses números superam os taxas médias de crescimento do setor de seguros.

Os corretores de seguros devem ficar atentos a esses detalhes e guiar sua estratégia de vendas a partir deles. 2018 promete!

*Francisco Galiza é sócio da empresa Rating de Seguros Consultoria (www.ratingdeseguros.com.br), mestre em Economia (FGV), membro da ANSP (Academia Nacional de Seguros e Previdência) e professor do MBA-Seguro e Resseguro (Funenseg).

 

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor, escreva o seu comentário.
Por favor, insira o seu nome

O seu comentário será publicação após moderação.